Distrital do Porto da JP sugere mudanças de fundo na Parpública como contributo para a reforma do Estado





28.01.2014
A Comissão Política Distrital do Porto da Juventude Popular

jpdistritalporto.org
facebook.com/jpdistritalporto
distritalporto@juventudepopular.org



https://dl.dropboxusercontent.com/u/35133614/comunicado_21112013.pdf 



 
Na sequência da proposta da Reforma do Estado, apresentada pelo Vice-Primeiro-Ministro, e da reclassificação da dívida do Sector Empresarial do Estado com Dívida Pública, a Distrital do Porto da Juventude Popular considera ser fundamental reformar o mesmo. Com base nesta ideia, a Distrital do Porto da Juventude Popular decidiu apresentar o seu próprio contributo, iniciando os seus trabalhos na análise da holding estatal Parpública, devido à diversidade de participações privatizáveis existentes na empresa. As notícias veiculadas hoje pela comunicação social que dão conta que a Parpública será responsável por um terço do agravamento da dívida pública para o novo sistema europeu de contas tornam a atenção a dar à Parpública no processo de reforma do Estado ainda mais relevante.

As conclusões resultantes de uma primeira análise, já apresentadas em Conselho Distrital realizado no passado fim-de-semana, ignorando as empresas já referenciadas pelo Programa de Assistência Económica e Financeira (TAP e Águas de Portugal), levam a Distrital do Porto da Juventude Popular a considerar ser importante para a sustentabilidade do grupo e para o melhor funcionamento dos mercados, alienar-se as participações que a Parpública detém em bolsa, a um preço ligeiramente inferior ao registado nos últimos meses, por uma questão de prudência. Com base nestes pressupostos, as seguintes participações deverão ser vendidas ao longo do ano de 2014 e 2015:

  • 0,02% da Zon Optimus, ao preço de 4,5€ por acção, gerando uma receita estimada de 507.915,00€;
  • 0,09% da Portugal Telecom, ao preço de 3€ por acção, gerando uma receita estimada de 2.403.996,00€;
  • 7,03% da Galp Energia, ao preço de 11€ por acção, gerando uma receita estimada de 640.960.650,00€;
  • 11% da REN, ao preço de 2€ por acção, gerando uma receita estimada de 105.742.680,00€;
  • 32,72 da INAPA, ao preço de 0,16€ por acção, gerando uma receita estimada de 7.853.558,08€;
  • 31,5% dos CTT, ao preço de 5,5€ por acção, gerando uma receita estimada de 259.896.087,00€.

Paralelamente, a Distrital do Porto da Juventude Popular entende que a Parpública deverá alinear, nesta primeira fase, os 5% que detém na EFACEC Internacional Financing por cerca de 38.500€ e os 2,97% que detém na LISNAVE Estaleiros Navais por cerca de 2,8 milhões de euros. A avaliação da participação na EFACEC Internacional Financing foi feita com base na avaliação que o grupo EFACEC faz dos 95% que na empresa. A avaliação dos 2,97% que a Parpública detém na Lisnave foi feita com base na soma do Capital Próprio da empresa em 2012 com uma perpetuidade dos dividendos esperados, utilizando um dos cenários mais conservadores e uma taxa de desconto de 7%.
A receita total prevista com estas alienações ronda os 1.020 milhões de euros devem, no entender da Distrital do Porto da Juventude Popular, ser utilizados na amortização de dívida ou para reinvestimentos noutras actividades do Sector Empresarial do Estado.

A Distrital do Porto da Juventude Popular sublinha que estes dados são resultantes de uma análise inicial que será complementada à medida que este estudo, que visa dotar a estrutura de uma proposta que contribua efectivamente para o debate de ideias sobre a reforma do Estado, for avançando.

Tag Line