Juventude Popular defende autonomia de gestão em Leixões

A Juventude Popular (JP) considerou hoje que qualquer plano para retirar autonomia ao porto de Leixões só serviria para "mascarar" os resultados menos conseguidos de outras infraestruturas portuárias e prejudica os interesses da região norte.

"Alterar o modelo de governação de uma instituição que é bem gerida, como o porto de Leixões, apenas traria prejuízos para a região a nível de investimento, competência e enquanto veículo de auxílio às exportações das empresas e de negócios", considerou o presidente da JP/Porto, João Ribeirinho Soares.

"A JP está contra qualquer plano para retirar autonomia ao porto de Leixões, usando os seus bons resultados para mascarar os maus resultados de outros", acrescentou.

João Ribeirinho Soares teceu estas considerações após acompanhar os deputados do CDS João Almeida, Michael Seufert e Vera Rodrigues numa reunião com o presidente da Administração dos Portos do Douro e Leixões, Matos Fernandes.

Segundo um comunicado da JP, a delegação transmitiu a Matos Fernandes a sua preocupação quanto a uma eventual centralização do modelo de governação do setor portuário.

"Em vez de uma integração horizontal, defendemos uma integração vertical de cada porto, e isto só se consegue com uma gestão autónoma", afirmou o líder da JP/Porto.

O porto de Leixões ultrapassou em 2011 a fasquia dos 10 milhões de euros de lucro, um aumento de 59 por cento em relação a 2010.

O resultado líquido foi obtido através do crescimento do volume de negócios em seis por cento e da redução de custos em pessoal e fornecimento e serviços externos em 14 por cento face ao ano anterior.


[Fonte: Porto Canal]

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