Fazer um balanço de 2011 implica necessariamente separar o primeiro semestre, do segundo. Inequivocamente, o primeiro, foi o semestre em que ocorreu o apogeu da trapalhada socialista. Com o país à beira da ruptura, passaram-se alguns meses em que prevaleceu o irresponsável estado de negação do governo PS, face aos erros das suas opções de gestão, sempre conduzindo os destinos do país, com base no sucessivo aumento do investimento público e na utilização de recursos que realisticamente não tínhamos para aplicar. Anos após anos, gastamos o que não tínhamos e foi assim que chegamos aos níveis de dívida agora conhecidos. Uma dívida totalmente insuportável e ingerível, que acabou por ser fatal para o país. Foi em Maio, que perdemos “oficialmente” a nossa soberania e graças ao PS, 2011 ficará irremediavelmente conhecido como o ano dos PEC´s, o ano da Troika e o ano da insuportável austeridade para as famílias e para as empresas.
Depois de eleito o novo governo PSD/CDS em Junho, foi tempo de começar a agir e enfrentar a realidade. Tempo de despir a capa cor-de-rosa que Sócrates quis vestir aos portugueses, mas que estes não aceitaram manter, após 6 anos de caos absoluto na gestão do país e das suas prioridades.
Condicionado pelo memorando de entendimento e pelas suas revisões, o governo foi ágil e prudente a preparar um orçamento rectificativo para 2011 e mais recentemente um orçamento de estado para 2012, que é exigente, extraordinário, mas estritamente necessário. Para além disso, possui também uma característica relevantíssima: garantir um saldo primário positivo. Mesmo que este não seja, factualmente, um orçamento de opção, mas de obrigação e de compromisso.
Aliás, foi com base nos sinais de comprometimento, sinais positivos que o governo português atempadamente soube dar, que as duas revisões ao memorando foram abonatórias e provaram os indicadores de credibilidade do governo português perante os nossos credores. Porque ao contrário do que a esquerda apregoa, é preciso conquistar credibilidade e promover o rigor para podermos garantir a confiança de quem nos empresta o dinheiro que precisamos, para que o país continue a funcionar, para que continuemos a poder importar os bens alimentares e a energia que cada um de nós consome, diariamente.
Porém, apesar de todas as dificuldades, o PS tem ainda assim a irresponsável coragem de falar de folgas e de almofadas. Enfim, de um cenário que só o PS conhece e que denota total desfasamento daquilo que a realidade nos impõe. Diria mesmo que não é só o orçamento de estado para 2012 que é extraordinário. Extraordinária é a falta de adesão do PS à realidade. Estão desnorteados, estão totalmente perdidos e tendem a desmembrar-se.
Mas, em tempo de fazer votos para um ano novo que se avizinha, o que podem os portugueses esperar afinal?
As linhas do orçamento de estado para 2012 deixam antever um cenário de contenção e de sacrifício. Mas também de ética social na austeridade, na medida em que são sacrificadas as famílias e as empresas com mais rendimentos, para garantir mínimos de subsistência àqueles que efectivamente precisam. É essa a estratégia subjacente às medidas de carácter fiscal e social constantes no documento. Mas para além do curto prazo, das obrigações e medidas com impacto imediato, podemos antecipar que 2012 será necessariamente o ano da viragem: porque não temos margem para falhar, este será o ano decisivo das reformas.
É isso que se espera deste governo, que garanta em 2012, o ponto de partida para um país que se exige e se quer mais flexível, mais ágil, menos dependente do estado. Em suma, mais dependente da vontade individual dos portugueses. De forma corajosa, mexendo até com alguns “interesses instalados”, o governo avançará com medidas de fundo em áreas críticas, desde a justiça à saúde, passando pela legislação laboral e da concorrência. A segurança social e o ensino não passarão à margem dessas reformas. Porque é preciso garantir a protecção dos mais velhos e preparar o futuro das novas gerações.
Uma nota final, à actuação do CDS. Apesar dos inúmeros exemplos de “marca CDS” no orçamento de estado para o próximo ano, temos recebido enormes críticas, sendo acusados de ter virado as costas aos nossos eleitores. É importante perceber que a situação do país assim o exigiu. É importante perceber que quando a realidade não deixa opção compatível com a nossa linha ideológica, temos que dar provas de flexibilidade em nome da emergência que o País nos impõe. Esta é a postura que se espera de um partido responsável.
Não é demais repetir que a limitação do CDS é agravada pelo facto de o governo ter tomado posse num cenário de total condicionamento da sua acção, o que não deixa margem para uma comparação directa com qualquer outro momento da história recente.
Estamos absolutamente certos que este esforço valerá a pena, que não ficaremos imunes à dor, mas que a cura que também protagonizamos permitirá que, aos poucos, nos possamos voltar a aproximar de uma acção governativa compatível com os nossos princípios basilares.
Esta é a postura do CDS. Diametralmente oposta à que estávamos habituados com os governos socialistas. Só por si, este é já um bom indício para os portugueses.
Depois de eleito o novo governo PSD/CDS em Junho, foi tempo de começar a agir e enfrentar a realidade. Tempo de despir a capa cor-de-rosa que Sócrates quis vestir aos portugueses, mas que estes não aceitaram manter, após 6 anos de caos absoluto na gestão do país e das suas prioridades.
Condicionado pelo memorando de entendimento e pelas suas revisões, o governo foi ágil e prudente a preparar um orçamento rectificativo para 2011 e mais recentemente um orçamento de estado para 2012, que é exigente, extraordinário, mas estritamente necessário. Para além disso, possui também uma característica relevantíssima: garantir um saldo primário positivo. Mesmo que este não seja, factualmente, um orçamento de opção, mas de obrigação e de compromisso.
Aliás, foi com base nos sinais de comprometimento, sinais positivos que o governo português atempadamente soube dar, que as duas revisões ao memorando foram abonatórias e provaram os indicadores de credibilidade do governo português perante os nossos credores. Porque ao contrário do que a esquerda apregoa, é preciso conquistar credibilidade e promover o rigor para podermos garantir a confiança de quem nos empresta o dinheiro que precisamos, para que o país continue a funcionar, para que continuemos a poder importar os bens alimentares e a energia que cada um de nós consome, diariamente.
Porém, apesar de todas as dificuldades, o PS tem ainda assim a irresponsável coragem de falar de folgas e de almofadas. Enfim, de um cenário que só o PS conhece e que denota total desfasamento daquilo que a realidade nos impõe. Diria mesmo que não é só o orçamento de estado para 2012 que é extraordinário. Extraordinária é a falta de adesão do PS à realidade. Estão desnorteados, estão totalmente perdidos e tendem a desmembrar-se.
Mas, em tempo de fazer votos para um ano novo que se avizinha, o que podem os portugueses esperar afinal?
As linhas do orçamento de estado para 2012 deixam antever um cenário de contenção e de sacrifício. Mas também de ética social na austeridade, na medida em que são sacrificadas as famílias e as empresas com mais rendimentos, para garantir mínimos de subsistência àqueles que efectivamente precisam. É essa a estratégia subjacente às medidas de carácter fiscal e social constantes no documento. Mas para além do curto prazo, das obrigações e medidas com impacto imediato, podemos antecipar que 2012 será necessariamente o ano da viragem: porque não temos margem para falhar, este será o ano decisivo das reformas.
É isso que se espera deste governo, que garanta em 2012, o ponto de partida para um país que se exige e se quer mais flexível, mais ágil, menos dependente do estado. Em suma, mais dependente da vontade individual dos portugueses. De forma corajosa, mexendo até com alguns “interesses instalados”, o governo avançará com medidas de fundo em áreas críticas, desde a justiça à saúde, passando pela legislação laboral e da concorrência. A segurança social e o ensino não passarão à margem dessas reformas. Porque é preciso garantir a protecção dos mais velhos e preparar o futuro das novas gerações.
Uma nota final, à actuação do CDS. Apesar dos inúmeros exemplos de “marca CDS” no orçamento de estado para o próximo ano, temos recebido enormes críticas, sendo acusados de ter virado as costas aos nossos eleitores. É importante perceber que a situação do país assim o exigiu. É importante perceber que quando a realidade não deixa opção compatível com a nossa linha ideológica, temos que dar provas de flexibilidade em nome da emergência que o País nos impõe. Esta é a postura que se espera de um partido responsável.
Não é demais repetir que a limitação do CDS é agravada pelo facto de o governo ter tomado posse num cenário de total condicionamento da sua acção, o que não deixa margem para uma comparação directa com qualquer outro momento da história recente.
Estamos absolutamente certos que este esforço valerá a pena, que não ficaremos imunes à dor, mas que a cura que também protagonizamos permitirá que, aos poucos, nos possamos voltar a aproximar de uma acção governativa compatível com os nossos princípios basilares.
Esta é a postura do CDS. Diametralmente oposta à que estávamos habituados com os governos socialistas. Só por si, este é já um bom indício para os portugueses.
Vera Rodrigues
Deputada do CDS e da Juventude Popular, eleita pelo círculo eleitoral do Porto
Deputada do CDS e da Juventude Popular, eleita pelo círculo eleitoral do Porto


