Distrital do Porto da Juventude Popular defende uma divergência com as práticas do passado para promover uma efectiva convergência entre regiões



Para ler a moção na íntegra, clicar na imagem abaixo.

https://dl.dropboxusercontent.com/u/35133614/comunicado_21112013.pdf 



 
A Distrital do Porto da Juventude Popular vai apresentar uma moção intitulada 'Divergir das práticas do passado para promover uma efectiva convergência entre regiões' ao Conselho Nacional da Juventude Popular, a realizar no próximo fim-de-semana em Estremoz.

Esta moção surge porque, para a Distrital do Porto da Juventude Popular, é evidente que, após quase três décadas de integração europeia e cinco programas comunitários de apoio depois, os fundos europeus, que têm por objectivo a diminuição das assimetrias sócio-económicas entre regiões, pouco ou nada contribuíram para o desenvolvimento do Norte do país. Esta é, de resto, a região mais pobre do país, com um PIB per capita de 62 (tendo 100 como referência média da União Europeia a 27).

Num momento em que o país negoceia e prepara um novo Quadro Comunitário de Apoio para 2014-2020, é fundamental que a utilização dos fundos que nos chegarão da União Europeia sejam feita de forma eficaz, sendo os mesmos canalizados primordialmente para as regiões de convergência – nas quais se encontra o Norte de Portugal – e não para as regiões mais desenvolvidas do país como frequentemente vem sendo feito, através do já referido recurso ao subterfúgio do efeito de “spill over”.

Vários autarcas da região Norte, bem como os responsáveis pela CCDR-N, vêem alertando para o perigo de ver os erros do passado serem repetidos. Do lado do Governo, chegam sinais encorajadores no discurso que esperamos ver colo cados em prática. No entanto, como todas as vozes são importantes na luta contra o centralismo e pela convergência inter-regional do nosso país, e na vigilância na distribuição dos fundos europeus, propomos que a Juventude Popular assuma a tarefa de lutar por um Portugal mais equitativo e justo, dando voz a estas preocupações.

Com um país em que o centralismo é regra apenas ganham alguns. Num paísem que o centralismo é eliminado ganham todos.



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