Opinião | Voltas e revoltas


DIOGO MEIRELES
VICE-PRESIDENTE DA DISTRITAL DO PORTO DA JUVENTUDE POPULAR

Não mais de um mês bastou para que o governo socialista pudesse clarificar aos portugueses o que representava na realidade a sua estratégia de governo apresentada na campanha eleitoral. O documento apresentado pelo PS não passava de uma manifestação de revolta contra as políticas do anterior governo PSD/CDS.


Os factos dizem que, durante os últimos quatro anos, Portugal recuperou a sua soberania, a economia começou a dar sinais de retoma e a confiança dos consumidores aumentou. Além disso, num tempo em que a herança recebida foi de um Estado onde os gastos públicos eram superiores às possibilidades, impunha-se um plano austero mas sustentável para que o país pudesse voltar a viver de acordo com as suas possibilidades e para que não houvesse dependência de terceiros para pagar salários e para cumprir com os restantes gastos públicos.

Colocando os contextos governativos de parte, relevam-se as diferenças programáticas entre os diferentes partidos com assento parlamentar. Se, por um lado, os partidos de direita apresentaram-se a eleições com um programa de governo cauteloso mas responsável e sustentável, por outro lado, observamos agora que a revolta socialista baseia-se apenas em desfazer integralmente os acordos e as medidas colocadas em vigor pelo governo anterior.

No entanto, para que existam diferenças, é preciso haver verdadeiras alternativas e não apenas um plano para retroceder o que foi feito. Com tudo isto, o atual governo deixa desde já a impressão de não ter ideias, e uma falta de capacidade para apresentar e implementar soluções credíveis com o intuito de desenvolver Portugal e para equilibrar as contas públicas.


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