Opinião | Recomeçar


DIOGO MEIRELES
VICE-PRESIDENTE DA DISTRITAL DO PORTO DA JUVENTUDE POPULAR

O mês de Setembro é, tradicionalmente, uma altura do ano em que, depois de um período de férias, recomeça o trabalho e é retomada a “normalidade”. Assim sendo, recomeça, também, a azáfama nos corredores dos vários centros de decisão política no nosso país.


As rentrées políticas dos partidos em Setembro marcam, precisamente, o primeiro momento que evidencia esse mesmo regresso à “normalidade” e o recomeço da actividade politica a “todo o vapor”. Pois bem, se a actividade política do CDS recomeçar da mesa forma como acabou, a rentrée do CDS e a prestação do CDS no próximo período de 2016/2017 será certamente caracterizada por um bom desempenho e pela qualidade das intervenções.

O argumento que refere a boa prestação do CDS deve-se sobretudo ao facto de terem sido apresentadas várias propostas pelo grupo parlamentar do CDS, as quais formas sufragadas pelos deputados com assento parlamentar na Assembleia da República. O desfecho foi o seguinte:


  • PS, PCP e BE votaram contra uma série de propostas apresentadas pelo CDS para fomentar a natalidade, entre as quais o alargamento da licença parental inicial para 210 dias e licença parental pré-natal 2 semanas antes da data prevista para o nascimento;
  • PS, PCP e BE votaram contra a criminalização de maus-tratos e abandono de idosos;

Na política há vida para além da dívida, há vida para além do orçamento do estado, há vida para além dos indicadores económicos. Pois bem, o CDS além de saber ocupar o seu lugar, tem demonstrado ser a verdadeira oposição a vários níveis. Começando nas matérias económicas e financeiras, passando por muitas outras matérias relevantes para a vida dos portugueses como, por exemplo, os fenómenos relacionados com a natalidade ou com a dignidade dos idosos.

A primeira série de propostas consistia na implementação de várias medidas para potenciar o crescimento da natalidade e para melhorar a vida familiar. A natalidade em Portugal é um problema! Em primeiro lugar, porque o número de nascimentos por ano tem vindo a diminuir. Em segundo lugar, porque as mulheres que decidem engravidar enfrentam, muitas vezes, entraves ao nível profissional e pela dificuldade que os casais enfrentam em conciliar a vida profissional com a vida familiar, o que pode afectar a relação entre os pais e filhos.


A segunda proposta consistia em criminalizar os maus-tratos aos idosos. A população idosa é cada vez maior e, paralelamente, crescem as incidências de maus-tratos e o número de idosos abandonados nos hospitais. A vida humana deve ser preservada desde o nascimento até à velhice. Assim sendo, esta proposta beneficiaria a dignidade da pessoa humana nos últimos anos de vida.

É preciso frisar que as esquerdas PS, PCP e BE votaram contra estas propostas. O que demonstra uma total insensibilidade destes partidos para com a vida dos idosos e uma despreocupação relativamente aos fenómenos da natalidade. Não basta apenas mostrar preocupação sobre os problemas, é preciso enfrenta-los! E, nesse aspecto, o CDS tem desempenhado muito bem e de uma forma séria o seu papel na Assembleia da República, demonstrando ser o partido que olha para os problemas de frente e tenta resolve-los na prática.


Se o CDS recomeçar este novo período da mesma forma como acabou o período passado, os portugueses podem continuar a contar com um partido que lutará contra os problemas existentes no nosso país e que verdadeiramente pretende resolve-los através da implementação de medidas que visam a obtenção de efeitos práticos. Por outro lado, os outros partidos ou vão continuar a não querer resolver problemas ou, descaradamente, vão continuar a querer enganar os portugueses dizendo uma coisa, para depois fazerem outra. Esperemos para ver.


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